quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Super para ler no transporte nosso de cada dia

Olá, pessoal. Estou sumido, mas ainda vivo. Não tenho tido tempo de escrever no blog e, quando tenho, esqueço que ele existe. Uma pena. Acredito que eu poderia usar esse espaço aqui de uma maneira mais frequente, dinâmica, divertida, atrativa. Mas, como disse, estou vivo e, se eu conseguir, vou me policiar para usar mais essa ferramenta fantástica que é o blog.

Acerto de contas resolvido, tenho uma dica para vocês. Recentemente, adquiri o livro "O Melhor da Super — As 25 reportagens mais surpreendentes, polêmicas e curiosas dos 25 anos da revista". Sou apaixonado pela revista e não pude deixar de comprar essa publicação especial de comemoração do seu jubileu de prata.


Publicação reúne reportagens surpreendentes

Como já percebido, o livro reúne reportagens marcantes da história da revista, que despertam uma curiosidade fantástica nos leitores. Como marca da Superinteressante, a linguagem é fácil, rápida e atrativa. Os textos são lineares e não possuem imagens e infográficos para serem ilustrados. Mesmo assim, a falta desses elementos não deixou as reportagens incompletas. Os temas são diversos, mas pude perceber que seguiram, mais ou menos, uma tentativa de explicar quem somos, de onde viemos, para onde vamos e como se dão nossas relações sociais e, inclusive, com os animais. Não foi deixado de lado assuntos polêmicos como crianças transgêneras, uso da maconha na medicina e sociedades secretas.

Durante quase duas semanas, ocupei todas aquelas horas intermináveis no transporte público lendo o livro. Portanto, O Melhor da Super é uma ótima saída para quem não quer dormir no ônibus (às vezes, uma coisa vergonhosa, não? A gente baba no ombro do vizinho. Triste...) ou ficar jogando fruit ninja no celular e, principalmente, para quem quer se encantar com o fantástico mundo da ciência.

Ah, e por último (e não menos importante), o preço: R$ 29,90 — nas bancas ou pela internet.

DADOS TÉCNICOS:
Comprimento (cm): 23
Largura (cm): 15,8
Espessura (cm): 1,6
ISBN: 9788536414201
Número de Páginas: 294
Ano de Lançamento: 2012
Edição: 1

sexta-feira, 9 de março de 2012

"Vamos tomar banho na casa do reitor"


Na noite de 7 de março, durante a semana de integração dos calouros da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, cerca de 100 estudantes protestaram pela falta de água nos alojamentos masculinos ao som de uma marchinha com os dizeres "vamos tomar banho na casa do reitor". O problema vem ocorrendo há semanas e a Administração Superior da universidade não deu total importância ao problema até o momento do protesto em frente à casa do reitor, localizada dentro do campus Seropédica.

Poderia faltar funcionários da limpeza ou vidros nas janelas, mas faltar água por várias semanas, sem que os usuários consigam realizar suas necessidades básicas, é um tiro em um dos direitos universais.

Ricardo Motta Miranda, reitor da UFRRJ, respondeu ao protesto e afirmou que só teve conhecimento do caso no momento em que os estudantes foram até sua casa, provando a invalidez da administração superior da universidade. Ele mesmo consentiu o trabalho extremamente falho de sua equipe e propôs:


— Não me poupem. Liguem para meu celular e me comuniquem  de qualquer problema.

A solidariedade do reitor foi recebida como um discurso político pelos estudantes, o que serviu para mostrar novamente que não existe uma comunicação de sucesso entre as instâncias administrativas da universidade. Visto isso, qualquer estudante está liberado para fazer uma ligação para Miranda ao invés de passar por todo o processo burocrático para ser ouvido por ele. 

No placar até o momento: Estudantes 1x0 Administração Superior (não vamos esquecer de ligar para o reitor às 22h quando formos quase vítimas de estupro nas ruas mal-iluminadas da Rural).

Durante a conversa com o magnífico, foi feito um convite. O estudante Thiago Ferreira, membro do DCE, sugeriu que Miranda fosse até o alojamento conferir de perto os problemas que os estudantes enfrentam, que chegam até mesmo no emblemático Departamento de Geociências, conhecido como o "far far away" da UFRRJ, mas que cortam o caminho da reitoria e não passam nem perto.

— É, não tem água — confere Miranda quando abre os chuveiros de um dos alojamentos masculinos.

Placar até o momento: Estudantes 2x0 Administração Superior

Ricardo Motta Miranda, reitor da UFRRJ, constata a falta de 
água nos alojamentos masculinos

— Zuza, eu preciso dar um prazo para os estudantes. Amanhã de manhã tem como encontrar o problema na tubulação e arrumar?

— Sim, Ricardo. Amanhã, às 8h, eu venho aqui —, prometeu o funcionário da manutenção que, segundo o próprio reitor, há anos o já senhor de idade Zuza concerta problemas como este na Rural.

Hoje é dia 9 de março, 14h10. Depois de quase dois dias após o protesto, segundo o estudante Thiago Ferreira, morador do alojamento, a água parece que está começando a voltar. Os calouros que ainda não conseguiram tomar banho no alojamento que mais recebe gente de todo o Brasil, já podem garantir seu primeiro banho na UFRRJ antes que a água acabe novamente.

Você pode acessar todas as fotos do protesto clicando aqui.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O menino que queria ler um livro

Era uma vez um menino que queria ler um livro. Mal sabia ele o que aconteceria quando lesse as primeiras páginas... Lá pela página sete, ele fechou a obra e deitou com a cabeça sobre ela. Desanimado, ele abriu novamente o livro e tentou ler mais algumas páginas. 
O garoto já estava se esforçando para ler só mais duas páginas quando, novamente, fechou o livro. "Impossível", resmungou ele, desanimado consigo mesmo. 
Enjoado de insistir no livro, resolveu ligar a televisão e assistir a programação vespertina do domingo da TV aberta. E foi a partir deste dia que o menino que queria ler um livro desistiu de sua vontade e preferiu ficar com a TV.


Criei este conto "semi-apocalítico" para figurar uma realidade global (por que não exagerar?). Conversando com meu amigo Emerson Bernard no chat do facebook, começamos uma brincadeira de falar difícil, ou falar "chique", como os populares dizem.

Gian Cornachini: "Vossa senhoria tens dons de roteirista. Gostarias de trabalhar comigo em um curta na próxima estação?"

Emerson Bernard: "Merci, querido. Já não se vê há tempos habilidades para a exposição de trejeitos das falas em notas de papel. Outorgar-te-ei a encubência de retratar o roteiro. Todavia, acompanharei vossa senhoria com seu frondoso talento na escrita, que outrora pude notar."


Uma pausa é exigida para uma releitura.

O que Emerson quis dizer, de fato, em sua resposta?

Gian Cornachini: "Estou tentando entender ainda o que você disse."

Emerson Bernard: "Nem eu entendi."

Sinceramente, só compreendi a parte em que ele disse sobre meu talento na escrita.

Resolvi utilizar um dicionário de sinônimos para replicar. Repassei palavras cotidianas para saturnianas, marcianas... como quiser entender, afinal, entender é o que não está em questão.

Gian Cornachini: "Enalteço-me com seus lisonjeios. Só existe um equívoco em vossa edificação de juízos: o indivíduo insubestimável para efetivar tal arte será vossa pessoa, dotada de magníficas oblatas."

E agora, o que eu quis dizer? Se eu tivesse lido este fragmento extraído de qualquer lugar, pararia para reler umas duas vezes. Depois de pseudo-entendido, pesquisaria o significado de "oblata", que pode ser desde um palavrão à cabelos tratados, quem sabe?

Agora, a tarefa é passar esse trecho para a linguagem comum, do nosso cotidiano.

"Fiquei contente com você 'puxando meu saco'. Só que você só errou quando pensou uma coisa: a melhor pessoa para fazer o trabalho [vídeo] é você, que é cheio de dons".

Para um jornal, ainda precisaria dar mais uma ajeitada nisso aí em cima. Agora, para quem quiser entender, de verdade, estará ótimo.

Entendeu porque o menino que queria ler um livro desistiu? É aí que entra a famosa frase: "Por que dificultar se pode facilitar?".

Observação final:
Gostaria que os escritores acadêmicos tivessem conhecido esse menino. Ajudaria muito, aliás, seria mais que "uma mão na roda" para estudarmos felizes os textos que eles pensam que escrevem em português.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pseudo-cantor por hobby

Cantar sempre foi um sonho meu, mas é um dom para poucos... muito poucos. Mas, não é porque não sabemos cantar afinadinho que não podemos expressar esta vontade cantarolando. Quando estou sozinho em casa, aproveito para colocar músicas no volume alto e tentar chegar o mais perto das vozes afinadas, dom divino. Eu tento, agora, conseguir, deixa para lá...

Hoje (28 de outubro), gravei uma música: "Whole New World", do filme Aladdin (Disney). Só porque não ficou aquela coisa horrível como som de freio de carro, eu postei-a no YouTube. Não, não pretendo ficar famoso, até porque não está (tão) boa, mas apenas mostrar uma de minhas funções nas horas vagas: pseudo-cantor por hobby.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Centro de Nova Iguaçu: lados distintos

Fotografias que registrei através de celular

 A linha férrea divide o centro da cidade. De um lado, a realidade de muitos:


Do outro lado, a vida de poucos:



E nos acostumamos com a desigualdade social. Passamos pela pobreza e riqueza todos os dias e não vemos mais as diferenças, exceto quando afeta a nós mesmos.


Brasil precisa melhorar qualidade de vida e diminuir desigualdade, diz ONU

Brasil tem 16,27 milhões de pessoas em extrema pobreza, diz governo
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/brasil-tem-1627-milhoes-de-pessoas-em-situacao-de-extrema-pobreza.html