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sábado, 13 de outubro de 2012

Espécie de cachorro com canguru é encontrada em Seropédica, no Rio*

Foi descoberto hoje (13) um animal raro em Seropédica, na Baixada Fluminense. O cãoguru (Macropus lupus familiaris) é uma mistura de Canis lupus familiaris, o cachorro doméstico, com Macropus rufus, o canguru. A espécie, que era comum na região até os anos 80, é considerada extinta.

Clique na imagem para visualizar o vídeo

O cãoguru era apreciado como iguaria à beira da BR 465 (Antiga Rio-São Paulo). As barracas de espetinhos de carne de cãoguru vendiam até 300 unidades por dia. Para isso, eram sacrificados 30 animais diariamente. A partir de 1981, a criação de cãoguru foi proibida pelo Ibama. Atualmente, é permitido apenas a venda de espetinhos de carne de gato doméstico. 

Os poucos animais da espécie são encontrados apenas em zoológicos ou laboratórios. Estima-se que exista apenas dois exemplares em Seropédica: um na rua 7, encontrado hoje, e um na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, cobaia de estudos veterinários.


*Texto não verídico.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Super para ler no transporte nosso de cada dia

Olá, pessoal. Estou sumido, mas ainda vivo. Não tenho tido tempo de escrever no blog e, quando tenho, esqueço que ele existe. Uma pena. Acredito que eu poderia usar esse espaço aqui de uma maneira mais frequente, dinâmica, divertida, atrativa. Mas, como disse, estou vivo e, se eu conseguir, vou me policiar para usar mais essa ferramenta fantástica que é o blog.

Acerto de contas resolvido, tenho uma dica para vocês. Recentemente, adquiri o livro "O Melhor da Super — As 25 reportagens mais surpreendentes, polêmicas e curiosas dos 25 anos da revista". Sou apaixonado pela revista e não pude deixar de comprar essa publicação especial de comemoração do seu jubileu de prata.


Publicação reúne reportagens surpreendentes

Como já percebido, o livro reúne reportagens marcantes da história da revista, que despertam uma curiosidade fantástica nos leitores. Como marca da Superinteressante, a linguagem é fácil, rápida e atrativa. Os textos são lineares e não possuem imagens e infográficos para serem ilustrados. Mesmo assim, a falta desses elementos não deixou as reportagens incompletas. Os temas são diversos, mas pude perceber que seguiram, mais ou menos, uma tentativa de explicar quem somos, de onde viemos, para onde vamos e como se dão nossas relações sociais e, inclusive, com os animais. Não foi deixado de lado assuntos polêmicos como crianças transgêneras, uso da maconha na medicina e sociedades secretas.

Durante quase duas semanas, ocupei todas aquelas horas intermináveis no transporte público lendo o livro. Portanto, O Melhor da Super é uma ótima saída para quem não quer dormir no ônibus (às vezes, uma coisa vergonhosa, não? A gente baba no ombro do vizinho. Triste...) ou ficar jogando fruit ninja no celular e, principalmente, para quem quer se encantar com o fantástico mundo da ciência.

Ah, e por último (e não menos importante), o preço: R$ 29,90 — nas bancas ou pela internet.

DADOS TÉCNICOS:
Comprimento (cm): 23
Largura (cm): 15,8
Espessura (cm): 1,6
ISBN: 9788536414201
Número de Páginas: 294
Ano de Lançamento: 2012
Edição: 1

sábado, 24 de setembro de 2011

Passeio rural pode ser ótima opção de lazer

 Localizado em Indaiatuba, interior de São Paulo, Sítio São José atrai adeptos do Agroturismo


Recentemente, estive em minha cidade natal (Indaiatuba, São Paulo) para visitar minha família. Eu e minha mãe aproveitamos o entusiasmo de meu tio, que faz pouco tempo que tirou sua Carteira de Habilitação, para passear pela cidade. Fiquei admirado por achar que conhecia tão bem Indaiatuba, mas não; a parte rural da cidade é um pedaço [quase] novo para mim. Só visitava quando havia festas de casamentos em chácaras pelas redondezas.

O destino para qual fomos levados foi o Sítio São José, localizado na Estrada do Fogueteiro. Veja o mapa do local clicando aqui.
Filhotes de porcos encantam as crianças da cidade

A quantidade de pessoas presentes no sítio fez eu acreditar que o lazer da cidade não se resume apenas à cinemas, shopping centers, baladas, barzinhos ou caminhada no Parque Ecológico.

Agroturismo é o negócio que está dando bons frutos financeiros à família Abacherly, que transformou sua propriedade  ̶  com 23 hectares  ̶  em uma fazenda-mercado. Os visitantes podem colher suas próprias frutas sem agrotóxicos e consumir bolos, carne assada e milho verde na praça de alimentação do sítio.

Entre as atrações disponíveis, está a diversidade de animais. São coelhos, porcos, vacas, cavalos, cabras e jegues que atraem os visitantes que, na maioria, tem pouco contato com estes bichos. A criançada faz fila para ver os bebês porquinhos, coelhinhos e cabritos e, entre os admiradores de flores, a estufa de plantas está aberta para arrancar o "que lindas" dos agraciados por elas.

Visitantes podem colher morangos sem agrotóxicos
Ao lado da estufa, está a plantação vertical de morango, uma das maiores atrações do sítio. Uma criança que estava ao meu lado pediu que a mãe comprasse morangos. O rapaz responsável pela plantação disse que ainda não estavam maduros, mas a mãe do garoto disse que não havia problema, pois o que garoto queria era só colher os moranguinhos no "pé". Esta prática é a que deu fama ao sítio e que alimenta o prazer dos curiosos com a vida rural. Para completar o passeio à um sítio, não basta ver as criações de animais e plantações de frutas. Quem nunca andou de cavalo ou jegue, pode riscar a opção da lista de coisas para fazer. Os passeios estão garantidos na visita ao sítio.

Abaixo, você poderá conferir as filmagens que fiz do Sítio São José. Quem mora em Indaiatuba, é uma ótima oportunidade de passeio, já quem não é, se visitar a cidade algum dia, não perca a oportunidade de conhecer o local. Vale lembrar que a entrada é gratuita.



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cobras, lagartos e carapanãs*

* Texto extraído do blog "Karapanã" (http://bit.ly/jniOTd), por autoria de Alessandra Carvalho**. Data da publicação: 1º de maio de 2011.

Há pouco mais de um ano, antes de eu decidir deixar a UFRB e vir trabalhar na UFRRJ, meu pai me mandou esta: “Tens certeza de que queres trocar uma universidade nova por outra madura e cheia de ‘cobras criadas’?” Respondi que o curso em que ia trabalhar era novo, apesar da universidade antiga.

Então, há duas semanas, a fala do meu pai se confirmou em certa proporção. Uma real cobra criada apareceu à luz do dia no ICHS, local onde trabalho na UFRRJ, em Seropédica. Quem a encontrou foi o @giancornachini, estudante de jornalismo, que postou esta foto no twitpic.

Moradora não identificada da UFRuralRJ


(Claro que se trata apenas de uma amostra das que vivem escondidas no recantos do terreno da Rural.)

Pensei em procurar saber nome e sobrenome da serpente. Será que existe alguma pesquisa sobre os animais que vivem na universidade? O campus de Seropédica tem mais de 3 mil hectares, mais “mato” que prédios e deve haver muito bicho nesse ambiente. Dei a sugestão de pauta ao Gian.

No twitter, pedi ajuda ao colega @rmtakata, biólogo, que vive em BH-MG. Mas ele também não sabia a identidade da figura e me sugeriu que consultasse o pessoal do blog do Nurof – Núcleo Regional de Ofiologia da UF do Ceará. Deixei um recado no blog com link para a foto. Horas depois, Luan Pinheiro registrou a resposta: “Cara Alessandra, infelizmente por essa imagem que nos mostrou fica impossível identificar a serpente, no entanto posso lhe assegurar de que não se trata de um animal peçonhento.”

Beleza! É o tipo de informação que – mesmo incompleta – é suficiente para aliviar o medo oculto em curiosidade.

Por isso resolvi postar a breve experiência: as ágeis conexões entre pessoas de vários lugares, com endereço – e uso efetivo – na web, em torno de um tema me reafirmaram aquela velha ideia de que é bom conhecer fontes certas quando se quer resolver determinados problemas. #tôligada.

** Alessandra Carvalho é professora do curso de Comunicação Social - Jornalismo, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ. Perfil no twitter: @alesscar