sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Blog desativado: migrei para o Wordpress

Amigos, o "Foto, texto e companhia" terminar por aqui. Resolvi mudar de plataforma, pois o Blogspot não estava atendendo minhas expectativas. Agora, estou no Wordpress. Todo o conteúdo daqui foi migrado para o outro blog, que também está com um nome novo: "Status: Conectado". A partir de agora, vocês poderão me encontrar no www.giancornachini.wordpress.com. Grande abraço! ;-D

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Produção de conteúdo para rádio na UFRRJ: atividade desafiadora

Como prometido, eu disse que voltaria aqui para escrever sobre as atividades de rádio que consumiram a alma da primeira turma de Jornalismo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Durante dois períodos da faculdade, estudamos a história do rádio, as tecnologias radiofônicas, a linguagem do meio, técnicas de locução, entre outras especificidades.

As aulas foram ministradas pelo professor João Paulo Malerba, calouro como docente universitário. No entanto, sua inexperiência como professor de radiojornalismo não seguiu o pé da palavra. O professor se mostrou apto a formar os melhores futuros radiojornalistas do país.

(Estava escrevendo uma mini-biografia dele aqui, mas ficou muito grande. Clique aqui para ver seu Currículo Lattes e ter ideia do quão "fera" é o rapaz)

A nossa situação na UFRRJ, principalmente para a primeira turma de Jornalismo (2010.1) ainda não é a das melhores. Fizemos as aulas de radiojornalismo e telejornalismo sem laboratório de rádio e TV, tudo na improvisação. Em radiojornalismo, ao menos, deu certo. Deu muito certo. A falta de equipamentos não foi um problema quando colocávamos nossos celulares em ação ou compartilhávamos os poucos gravadores do curso. Pelo ponto de vista técnico, a qualidade deles só não ficaram tão melhores pela falta de estrutura de rádio que precisávamos. Já pelo ponto de vista jornalístico, nossas produções ficaram encantadoras. Um milagre para um curso sem laboratório.

Vou começar pela reportagem especial que eu e minha amiga Andreza Almeida fizemos para a disciplina "Radiojornalismo I" (colocarei nesse post apenas trabalhos meus, pois não tenho autorização para divulgar trabalhos de meus colegas de turma). A reportagem foi a atividade final da disciplina e a entrega aconteceu em dezembro de 2012. Intitulado "Obras do Arco Metropolitano em Seropédica prejudicam moradores e meio ambiente local", o trabalho propôs abordar um ângulo diferente da megaobra que atravessa Seropédica, cidade da região metropolitana do Rio e hospedeira da UFRRJ.

Clique no play para ouvir a reportagem especial


Essa reportagem é uma continuação de matérias que fizemos para a revista Brasil Afora, um trabalho acadêmico das disciplinas de Editoração Eletrônica e Planejamento Editorial, ministradas no 4º período (na ocasião, em 2011.2). O objetivo dessas matérias foram mostrar as consequências negativas de uma obra realizada em nome em nome do progresso.

O que caracteriza uma reportagem especial é o tamanho e a profundidade do assunto. É como se fosse a matéria de capa de uma revista: aquela maior e cheia de detalhes. Na reportagem especial, você pode utilizar efeitos sonoros, músicas, dois locutores e fazer uma espécie de "teatralização" do assunto para deixá-la mais leve e gostosa de ouvir.

Já o radiodocumentário é um outro tipo de reportagem. Ele é caracterizado por sem bem grande. Existem radiodocumentários que vão desde 10 minutos até 1h. No caso desses maiores, eles são divididos e reproduzidos em partes no rádio, como uma espécie de radionovela. O tema também é muito bem aprofundado. Há diversidade de entrevistados, e você pode aproveitar mais os recursos sonoros como a captação de som ambiente para dar a sensação ao ouvinte de que ele está naquele local.

O trabalho final da disciplina "Radiojornalismo II" foi um radiodocumentário. O tema era livre e a exigência foi de que o arquivo tivesse de 10 a 15 minutos e intervalos (dois ou três, a depender do tamanho). O trabalho também deveria ser feito apenas por uma pessoa.

O tema do meu radiodocumentário foi "Desafios da Matemática". Em março de 2013, a ONG "Todos pela educação" divulgou um estudo que compara a evolução de alunos. A pesquisa aponta a matemática como a disciplina que tem o pior rendimento na escola pública. O trabalho teve o objetivo de entender o porquê desse resultado e o terror que há sobre a matemática, além de apresentar o papel fundamental do professor na formação dos estudantes.

Clique no play para ouvir o radiodocumentário


Escolhi fazer um radiodocumentário sobre matemática porque eu queria um tema que fosse distanciado de mim, ou seja, que eu não tivesse tanto contato. A matemática é considerada a vilã da escola e poucos têm relação afetiva com a disciplina. Como no jornalismo poucos gostam de matemática, resolvi fazer esse radiodocumentário que segue o fluxo contrário da natureza do jornalista: se distanciar desse mundo dos cálcuos — pelo menos é o que eu vejo entre meus colegas estudantes.

Ainda há dois trabalhos diferentes que gostaria de compartilhar:

• A radionovela
• O spot

Durante a disciplina de "Radiojornalismo II", aprendemos a produzir spots. O spot é uma espécie de propaganda institucional que leva uma mensagem colaborativa para o ouvinte. Geralmente, ele tem, no máximo, 1 minuto e utiliza efeitos sonoros e músicas. A locução pode ser feita por uma ou mais vozes e a mensagem deve ser clara, simples e fácil de ser captada.

O primeiro spot que eu fiz foi com meus amigos Alerrandre Barros e Carolina Vaz. O tema foi transporte alternativo e colocamos a bicicleta como protagonista do trabalho.

Clique no play para ouvir o spot


Outro spot que eu fiz foi sobre dicas de consumo após o horário brasileiro de verão. Ele foi reproduzido durante uma simulação de um programa de rádio-variedades ao vivo, de 30 minutos. Esse programa foi produzido como um rádio-variedades dos anos 80, para o público C e D da Baixada Fluminense. O spot, claro, deveria seguir as mesmas características do programa de rádio.

Clique no play para ouvir o spot


E, para finalizar, ainda tem o radiodrama, que é um conto teatralizado, com efeitos sonoros e músicas, veiculado em programas de rádio. O radiodrama que eu fiz foi o "Prova de Amor", produzido em parceria com minha amiga Andreza Almeida e inspirado em Cílios do Amor, de Andréa Beron e Alain Rothermel.

"Prova de Amor" é uma dramatização (com 3 minutos de duração) de uma briga de casal. Eulália (Andreza Almeida), insatisfeita com seu relacionamento amoroso, pede uma prova de amor ao seu esposo Carlos Daniel (Gian Cornachini), que sempre cumpre os desejos de sua amada. Produzido em março de 2013 para a disciplina de Radiojornalismo II, "Prova de Amor" também fez parte do programa de rádio-variedades ao vivo.

Clique no play para ouvir o radiodrama


Toda essa produção de conteúdo jornalístico para rádio foi feita por nós, alunos. As atividades iam desde a apuração, entrevista e redação dos textos das matérias, radiodramas e spots, até a locução e edição dos áudios. Foram atividades desafiadoras, pois colocamos toda a nossa criatividade em ação por meio de um improviso sem laboratório de rádio. O professor João Paulo Malerba fez o possível e impossível para que aprendêssemos e aproveitássemos ao máximo os recursos disponíveis que tínhamos: celulares, três gravadores (dois do curso e um emprestado pelo professor) e computadores com o Audacity — software livre de edição de áudio.

Arrisco a dizer que minha turma fez produtos jornalísticos e criações midiáticas muito melhores do que a gente ouve diariamente nas rádios comerciais, pois não ficamos presos somente à estética (proporcionada por um laboratório bem equipado), mas nos atentamos muito à qualidade do conteúdo enunciado. Espero que tenham gostado desses trabalhos*.

* Todos esses trabalhos estão disponíveis em minha página no Radiotube. Os  conteúdos do Radiotube podem ser reproduzidos por qualquer veículo de comunicação, desde que citada a fonte e mantida a íntegra do material. (CC)

sábado, 29 de junho de 2013

Um 'novo' estágio (só agora anunciado)

Oi, amigos.

Estou há bastante tempo sem fazer qualquer publicação nesse blog. É muito difícil manter um, ainda mais quando milhares de coisas acontece em sua vida (estudo, trabalho, viver). Como lembrei que tenho um blog, resolvi postar novidades. Muitas coisas aconteceram desde 23 de outubro — data de minha última postagem. Só na universidade, foram diversas produções jornalísticas que eu fiz, principalmente para a disciplina de radiojornalismo (falarei disso num outro post, prometo).

Mas o que eu quero anunciar nesse retorno após muita teia de aranha no "Foto, Texo e Companhia" é o meu novo trabalho. Em outubro do ano passado, passei para uma seleção de estágio em uma instituição de ensino — a Fundação Educacional Unificada Campograndese —, que trabalha desde o maternal à pós-graduação. A instituição é particular e tradicional na formação de professores na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro — região com áreas bem carentes.

Nesse estágio, trabalho na revista FEUC em Foco e no site da publicação. A revista é publicada trimensalmente e o site atualizado todas as semanas. Encorporo um misto de funções: trabalho na produção de matérias, atuo como fotojornalista e faço a diagramação (parte gráfica) da revista.. Já o site é atualizado por mim e por minha chefe com matérias que desenvolvemos especialmente para a plataforma e, também, é acrescentado as matérias que são veiculadas na revista impressa.

Apesar de eu acumular todas essas funções, o trabalho não é desgastante. Como a revista é produzida em um período de três meses, há tempo suficiente para fazer um produto de qualidade sem ficar doente, precisar tomar calmante ou remédio para dormir/acordar. E ainda sobra tempo para eu estudar e fazer todos os meus trabalhos acadêmicos dando o melhor de mim.

Revista FEUC em Foco: uma escola além da universidade para a minha formação


Ainda há duas coisas que eu preciso ressaltar:

1) Os assuntos que me motivam
2) O privilégio de ter uma (boa) chefe

Sempre gostei muito de assuntos científicos e acadêmicos. Adorei o período em que trabalhei na Pró-reitoria de Graduação da UFRRJ porque eu tinha o privilégio de cobrir eventos e fazer matérias sobre tudo o que é discutido na universidade. Na FEUC, a realidade não é muito difernete. E uma coisa, em especial, tem sido muito bom para mim: o contato com as licenciaturas.

Em meu "novo" estágio (nem tão novo assim — já estou há sete meses lá), me envolvo muito com os assuntos relacionados à formação de professores. Jamais havia descido ao meu coração a importância do professor para a formação de uma sociedade —  acrescente aí uma sociedade mais crítica, justa, igualitária, de respeito e solidária. Isso é muito bem trabalhado e discutido lá nas semanas acadêmicas, debates ou palestras. Em cada evento que vou, saio me sentindo uma pessoa privilegiada, pois aprendo muito. E isso é uma experiência tão boa! Trabalhar e aprender ao mesmo tempo não te cansa, não te desmotiva, não te suga. Lá, acontece totalmente o contrário: dia após dia, continuo em constante formação.

O segundo ponto é o outro privilégio do meu estágio: ter uma chefe que não é uma chefe, é A chefe. E o que isso quer dizer? Quer dizer que, além de ela ser a pessoa a quem eu deva reportar tudo o que eu faço, ela também é uma professora para mim. O quanto eu aprendo com ela não está escrito. Ela trabalhou por quase 20 anos em um dos maiores jornais do Brasil. Então, vocês podem imaginar como ela me ajuda para que meus textos fiquem cada vez melhores. E ficam! Além disso, ela colabora para que eu seja uma pessoa crítica e que não continue reproduzindo discursos de senso comum e mal configurados pela mídia massiva.

Para finalizar, garanto que depois que entrei nesse estágio, minha cabeça começou a ser transformada. Não só me sinto cada vez mais um profissional em formação melhor, como também me sinto uma pessoa melhor. Pera aí, mas como assim? Explico. O fato de eu estar sempre envolvido com matérias que abordam a educação, eu também acabo sendo educado. E é uma educação que me deixa mais consciente e mais crítico. Que me ajuda a respeitar as diferenças e valorizar as pessoas. É um lugar que está fazendo eu me apaixonar ainda mais pela comunicação voltada para a área de educação. E, possivelmente, é um lugar que vai colaborar muito para que eu direcione/tenha um norte da minha profissionalização e especialização.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ilustração vetorial: uma arte digital surpreendente

Recentemente, tenho aprendido a fazer ilustrações vetorizadas no Laboratório de Design Gráfico e Digital para Jornalismo, na UFRRJ. Esse tipo de arte digital é algo que eu nunca imaginei fazer algum dia. Talvez seja por prever o quão trabalhoso seria em botar a mão na massa e trabalhar em cima disso. É, mas não teve como fugir. O dia chegou no laboratório e o Francisco Valle, professor de comunicação visual, deu a atividade.


Capa de livro

A primeira atividade foi desenvolver uma capa de livro da Penguin Books, uma editora britânica famosa por trazes capas com ilustrações muito interessantes nas cores verde, preto, branco e vermelho. Para a atividade, era necessário usar o mesmo molde (grid) do livro e fazer uma ilustração em cima de uma fotografia que remetesse à história do livro. No entanto, não havia entendido muito bem se era para ser uma fotografia ou poderia ser um desenho. Optei por um desenho e cometi plágio. Sim, plágio. Mas... por quê?

O plágio

O plágio se deve ao desenho já ser uma ilustração. Por isso, se eu fizer uma ilustração vetorizada em cima da ilustração já existente, eu vou estar fazendo uma cópia do desenho que já tem um autor. O correto é pegar uma fotografia e fazer a ilustração a partir dela. Como ninguém é dono da imagem de um gato, cachorro, maça ou laranja, fotografias do mundo natural podem ser usadas para fazer ilustrações. Para eu desenhar o gato da Alice, eu deveria ter usado uma fotografia de um gato estranho e modificar o sorriso dele. Assim, não seria plágio e eu estaria exercendo minha criatividade.

Só para treinar

Bom, eu não sabia dessas questões e fiz, mesmo assim, a capa. Ao menos, deu para treinar a técnica da ilustração vetorizada. Entretanto, a imagem jamais poderia ser atribuída à minha autoria.

Abaixo, duas capas para o livro "Alice in Wonderland":

Modelo de capa 1

Modelo de capa 2 

O gato de Cheshire ficou muito legal, mas, como eu já disse, alguém já havia feito esse desenho antes. Então, ele não é uma invenção minha. Apenas refiz a ilustração.


Ilustrações originais

Depois de entender o plágio, passei para a originalidade. Optei por usar uma fotografia minha por dois motivos: (1) Ninguém nunca usou uma imagem minha para fazer uma ilustração; (2) Queria ver o resultado do Gian Cornachini em desenho.

Primeira ilustração

No laboratório, pedi para uma amiga, a Carolina Vaz, escolher uma das minha fotos de perfil no Facebook para ser vetorizada. A escolha foi pelo Gian de 6 anos de idade.

Comecei a trabalhar em cima da fotografia e o resultado foi ficando muito bacana. No final, eu mesmo fiquei surpreso e pensativo: "caramba, eu nunca imaginei eu me desenhando!".

Minha primeira ilustração vetorizada original

Estava encantado com essa técnica. Já passei a acreditar que eu posso, se eu me dedicar mais, fazer ilustrações para matérias, revistas etc. Afinal, é muito mais original um infográfico com desenhos do próprio veículo a imagens retiradas da internet.


Segunda ilustração

Depois da aula, cheguei em casa ainda no gás de desenhar mais. Queria uma nova ilustração minha, agora do Gian com 20 anos. No final de 5h trabalhando na ilustração, cheguei em um resultado ainda mais surpreso. Achei muito, mas muito bacana o desenho, e a sensação de vencer um desafio ainda está tomando conta de mim.

Gian Cornachini de 20 anos em ilustração vetorizada

Vale como dica

Nunca me imaginei fazendo desenhos como esses e acabei com duas ilustrações muito legais minhas. Se é que pode servir de lição, a dica, apesar de batida, é nunca pensar que você não é capaz. Tem vontade, mas acha que não consegue, tente. No final, com certeza, você irá ficar surpreso!

sábado, 13 de outubro de 2012

Espécie de cachorro com canguru é encontrada em Seropédica, no Rio*

Foi descoberto hoje (13) um animal raro em Seropédica, na Baixada Fluminense. O cãoguru (Macropus lupus familiaris) é uma mistura de Canis lupus familiaris, o cachorro doméstico, com Macropus rufus, o canguru. A espécie, que era comum na região até os anos 80, é considerada extinta.

Clique na imagem para visualizar o vídeo

O cãoguru era apreciado como iguaria à beira da BR 465 (Antiga Rio-São Paulo). As barracas de espetinhos de carne de cãoguru vendiam até 300 unidades por dia. Para isso, eram sacrificados 30 animais diariamente. A partir de 1981, a criação de cãoguru foi proibida pelo Ibama. Atualmente, é permitido apenas a venda de espetinhos de carne de gato doméstico. 

Os poucos animais da espécie são encontrados apenas em zoológicos ou laboratórios. Estima-se que exista apenas dois exemplares em Seropédica: um na rua 7, encontrado hoje, e um na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, cobaia de estudos veterinários.


*Texto não verídico.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Super para ler no transporte nosso de cada dia

Olá, pessoal. Estou sumido, mas ainda vivo. Não tenho tido tempo de escrever no blog e, quando tenho, esqueço que ele existe. Uma pena. Acredito que eu poderia usar esse espaço aqui de uma maneira mais frequente, dinâmica, divertida, atrativa. Mas, como disse, estou vivo e, se eu conseguir, vou me policiar para usar mais essa ferramenta fantástica que é o blog.

Acerto de contas resolvido, tenho uma dica para vocês. Recentemente, adquiri o livro "O Melhor da Super — As 25 reportagens mais surpreendentes, polêmicas e curiosas dos 25 anos da revista". Sou apaixonado pela revista e não pude deixar de comprar essa publicação especial de comemoração do seu jubileu de prata.


Publicação reúne reportagens surpreendentes

Como já percebido, o livro reúne reportagens marcantes da história da revista, que despertam uma curiosidade fantástica nos leitores. Como marca da Superinteressante, a linguagem é fácil, rápida e atrativa. Os textos são lineares e não possuem imagens e infográficos para serem ilustrados. Mesmo assim, a falta desses elementos não deixou as reportagens incompletas. Os temas são diversos, mas pude perceber que seguiram, mais ou menos, uma tentativa de explicar quem somos, de onde viemos, para onde vamos e como se dão nossas relações sociais e, inclusive, com os animais. Não foi deixado de lado assuntos polêmicos como crianças transgêneras, uso da maconha na medicina e sociedades secretas.

Durante quase duas semanas, ocupei todas aquelas horas intermináveis no transporte público lendo o livro. Portanto, O Melhor da Super é uma ótima saída para quem não quer dormir no ônibus (às vezes, uma coisa vergonhosa, não? A gente baba no ombro do vizinho. Triste...) ou ficar jogando fruit ninja no celular e, principalmente, para quem quer se encantar com o fantástico mundo da ciência.

Ah, e por último (e não menos importante), o preço: R$ 29,90 — nas bancas ou pela internet.

DADOS TÉCNICOS:
Comprimento (cm): 23
Largura (cm): 15,8
Espessura (cm): 1,6
ISBN: 9788536414201
Número de Páginas: 294
Ano de Lançamento: 2012
Edição: 1

sexta-feira, 9 de março de 2012

"Vamos tomar banho na casa do reitor"


Na noite de 7 de março, durante a semana de integração dos calouros da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, cerca de 100 estudantes protestaram pela falta de água nos alojamentos masculinos ao som de uma marchinha com os dizeres "vamos tomar banho na casa do reitor". O problema vem ocorrendo há semanas e a Administração Superior da universidade não deu total importância ao problema até o momento do protesto em frente à casa do reitor, localizada dentro do campus Seropédica.

Poderia faltar funcionários da limpeza ou vidros nas janelas, mas faltar água por várias semanas, sem que os usuários consigam realizar suas necessidades básicas, é um tiro em um dos direitos universais.

Ricardo Motta Miranda, reitor da UFRRJ, respondeu ao protesto e afirmou que só teve conhecimento do caso no momento em que os estudantes foram até sua casa, provando a invalidez da administração superior da universidade. Ele mesmo consentiu o trabalho extremamente falho de sua equipe e propôs:


— Não me poupem. Liguem para meu celular e me comuniquem  de qualquer problema.

A solidariedade do reitor foi recebida como um discurso político pelos estudantes, o que serviu para mostrar novamente que não existe uma comunicação de sucesso entre as instâncias administrativas da universidade. Visto isso, qualquer estudante está liberado para fazer uma ligação para Miranda ao invés de passar por todo o processo burocrático para ser ouvido por ele. 

No placar até o momento: Estudantes 1x0 Administração Superior (não vamos esquecer de ligar para o reitor às 22h quando formos quase vítimas de estupro nas ruas mal-iluminadas da Rural).

Durante a conversa com o magnífico, foi feito um convite. O estudante Thiago Ferreira, membro do DCE, sugeriu que Miranda fosse até o alojamento conferir de perto os problemas que os estudantes enfrentam, que chegam até mesmo no emblemático Departamento de Geociências, conhecido como o "far far away" da UFRRJ, mas que cortam o caminho da reitoria e não passam nem perto.

— É, não tem água — confere Miranda quando abre os chuveiros de um dos alojamentos masculinos.

Placar até o momento: Estudantes 2x0 Administração Superior

Ricardo Motta Miranda, reitor da UFRRJ, constata a falta de 
água nos alojamentos masculinos

— Zuza, eu preciso dar um prazo para os estudantes. Amanhã de manhã tem como encontrar o problema na tubulação e arrumar?

— Sim, Ricardo. Amanhã, às 8h, eu venho aqui —, prometeu o funcionário da manutenção que, segundo o próprio reitor, há anos o já senhor de idade Zuza concerta problemas como este na Rural.

Hoje é dia 9 de março, 14h10. Depois de quase dois dias após o protesto, segundo o estudante Thiago Ferreira, morador do alojamento, a água parece que está começando a voltar. Os calouros que ainda não conseguiram tomar banho no alojamento que mais recebe gente de todo o Brasil, já podem garantir seu primeiro banho na UFRRJ antes que a água acabe novamente.

Você pode acessar todas as fotos do protesto clicando aqui.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O menino que queria ler um livro

Era uma vez um menino que queria ler um livro. Mal sabia ele o que aconteceria quando lesse as primeiras páginas... Lá pela página sete, ele fechou a obra e deitou com a cabeça sobre ela. Desanimado, ele abriu novamente o livro e tentou ler mais algumas páginas. 
O garoto já estava se esforçando para ler só mais duas páginas quando, novamente, fechou o livro. "Impossível", resmungou ele, desanimado consigo mesmo. 
Enjoado de insistir no livro, resolveu ligar a televisão e assistir a programação vespertina do domingo da TV aberta. E foi a partir deste dia que o menino que queria ler um livro desistiu de sua vontade e preferiu ficar com a TV.


Criei este conto "semi-apocalítico" para figurar uma realidade global (por que não exagerar?). Conversando com meu amigo Emerson Bernard no chat do facebook, começamos uma brincadeira de falar difícil, ou falar "chique", como os populares dizem.

Gian Cornachini: "Vossa senhoria tens dons de roteirista. Gostarias de trabalhar comigo em um curta na próxima estação?"

Emerson Bernard: "Merci, querido. Já não se vê há tempos habilidades para a exposição de trejeitos das falas em notas de papel. Outorgar-te-ei a encubência de retratar o roteiro. Todavia, acompanharei vossa senhoria com seu frondoso talento na escrita, que outrora pude notar."


Uma pausa é exigida para uma releitura.

O que Emerson quis dizer, de fato, em sua resposta?

Gian Cornachini: "Estou tentando entender ainda o que você disse."

Emerson Bernard: "Nem eu entendi."

Sinceramente, só compreendi a parte em que ele disse sobre meu talento na escrita.

Resolvi utilizar um dicionário de sinônimos para replicar. Repassei palavras cotidianas para saturnianas, marcianas... como quiser entender, afinal, entender é o que não está em questão.

Gian Cornachini: "Enalteço-me com seus lisonjeios. Só existe um equívoco em vossa edificação de juízos: o indivíduo insubestimável para efetivar tal arte será vossa pessoa, dotada de magníficas oblatas."

E agora, o que eu quis dizer? Se eu tivesse lido este fragmento extraído de qualquer lugar, pararia para reler umas duas vezes. Depois de pseudo-entendido, pesquisaria o significado de "oblata", que pode ser desde um palavrão à cabelos tratados, quem sabe?

Agora, a tarefa é passar esse trecho para a linguagem comum, do nosso cotidiano.

"Fiquei contente com você 'puxando meu saco'. Só que você só errou quando pensou uma coisa: a melhor pessoa para fazer o trabalho [vídeo] é você, que é cheio de dons".

Para um jornal, ainda precisaria dar mais uma ajeitada nisso aí em cima. Agora, para quem quiser entender, de verdade, estará ótimo.

Entendeu porque o menino que queria ler um livro desistiu? É aí que entra a famosa frase: "Por que dificultar se pode facilitar?".

Observação final:
Gostaria que os escritores acadêmicos tivessem conhecido esse menino. Ajudaria muito, aliás, seria mais que "uma mão na roda" para estudarmos felizes os textos que eles pensam que escrevem em português.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pseudo-cantor por hobby

Cantar sempre foi um sonho meu, mas é um dom para poucos... muito poucos. Mas, não é porque não sabemos cantar afinadinho que não podemos expressar esta vontade cantarolando. Quando estou sozinho em casa, aproveito para colocar músicas no volume alto e tentar chegar o mais perto das vozes afinadas, dom divino. Eu tento, agora, conseguir, deixa para lá...

Hoje (28 de outubro), gravei uma música: "Whole New World", do filme Aladdin (Disney). Só porque não ficou aquela coisa horrível como som de freio de carro, eu postei-a no YouTube. Não, não pretendo ficar famoso, até porque não está (tão) boa, mas apenas mostrar uma de minhas funções nas horas vagas: pseudo-cantor por hobby.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Centro de Nova Iguaçu: lados distintos

Fotografias que registrei através de celular

 A linha férrea divide o centro da cidade. De um lado, a realidade de muitos:


Do outro lado, a vida de poucos:



E nos acostumamos com a desigualdade social. Passamos pela pobreza e riqueza todos os dias e não vemos mais as diferenças, exceto quando afeta a nós mesmos.


Brasil precisa melhorar qualidade de vida e diminuir desigualdade, diz ONU

Brasil tem 16,27 milhões de pessoas em extrema pobreza, diz governo
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/brasil-tem-1627-milhoes-de-pessoas-em-situacao-de-extrema-pobreza.html

E a confiança, onde fica?

Um conto para refletir nossas lutas íntimas

A "Comunicar!", Semana de Comunicação da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), terminou e o alívio recaiu sobre meus ombros. No início de outubro, a coordenadora do curso de Jornalismo, Simone Orlando, atribui-me uma tarefa para a semana acadêmica: divulgação.

"Será que vou conseguir?"
O primeiro trabalho que eu deveria apresentar seria o cartaz do evento. O momento de criar estes tipos de mídias é quase um ato religioso. Você se abre para receber ideias do "além", mas a única frase que martela em sua mente necessitada de inspiração é "será que vou conseguir fazer?". A falta de autoconfiabilidade emerge do lado negro do psíquico e o torna incapaz de acreditar que algo bom pode sair de você. Reconheço que duvido de mim mesmo.

O primeiro passo do trabalho é organizar as ideias. "Será que deve ser colorido ou clean? Será que deve conter imagens ou trabalhar o texto de maneira harmoniosa? ... ".

Significado de Calma no Dicionário online de Português. O que é calma: s.f. Ausência de agitação; tranquilidade: a calma do mar; conservar a calma. 

Esta palavra não faz parte do processo de criação, mas deveria. O desespero chega perto, dá três batidinhas na porta da cabeça e diz: "E aí, vai fazer alguma coisa legal ou vai ficar puxando forças do além até darem o serviço para outra pessoa?". 

Começa, então, uma conversa comigo mesmo. 

"Não, eu sou capaz, ok? Se a professora me passou esta tarefa, é porque ela acredita em mim". "Ah, é mesmo? Ou ela passou a tarefa para você porque você sempre faz estas coisas?". "Desespero, favor se retirar. Não tenho tempo para você neste momento. Tenho muito trabalho! Ah, não se esqueça de mandar lembranças para sua prima 'Baixo-estima' e dizer que minha amiga 'Inspiração' é mais conveniente. Passar bem".

—

O segundo passo é jogar as ideias no programa de desenho vetorial. Começo a criar a logo do evento. Queria uma imagem bacana e que qualquer pessoa identificasse o evento só vendo seu símbolo. Chego em um resultado. Visto a capa da democracia e coloco no grupo acadêmico de Jornalismo no facebook duas ideias que tive para a logo. Começam as críticas...

Primeiras ideias da logo "Comunicar!"

Os estudantes gostaram, mas sempre faziam alguma observação. "Não gostei das cores, está muito Brasil", "não gostei da escrita de dentro do balão"... Mas, algo também me incomodava. Comecei a trabalhar em uma outra ideia e surgiu uma nova logo:

Logo aprovada para a Semana de Comunicação

A imagem foi aceita pela maioria dos alunos, aprovada pela professora Simone e opinada pelo professor de Design Francisco Valle. Ele só mandou eu ajustar uma coisinha ali, outro espaço aqui que ficaria ótimo.

O terceiro passo era criar o cartaz. Todas as informações do evento foram repassadas para o programa. No processo, retiro o que não quero, deixo o que acho que vai ficar bom. Coloco umas formas geométricas, dou cor à elas. O cartaz começa a tomar forma e uma palavrinha vem surgindo no fundo de minha mente: capacidade. Neste momento, sinto um beijo da coleguinha "Autoconfiança" no rosto e vem uma sensação de mais intimidade com o trabalho. Consigo terminar o cartaz:

Clique na imagem para ampliá-la

Achei moderno e leve. Fiquei feliz pelo trabalho concluído e logo levei-o a professora Simone para ela aprovar. "Hmm, não está bom. Não está impactante, ainda não é aquilo que estou pensando. Mas está ficando bom... você é ótimo!". Ainda quer saber como eu me senti?

Igual a um cãozinho que volta para casa com o rabinho entre as pernas, voltei e sentei na frente do computador.

"Eu disse que você não ia conseguir. Está vendo, você não é capaz!". "Eu sei, Desespero. Por mais que falem que tenho capacidade, eu não acredito." "Minha prima Baixo-estima quer fazer fazer uma visita; ela acha que sua amiga Inspiração não está nem aí para você". "Inspiração? Ela é minha amiga sim e eu preciso dela. Tchau, Baixo-estima. Volta para o seu canto que eu vou fazer um novo cartaz e vai ficar bom, você verá".

—

Com as novas ideias que minha professora tinha passado, comecei a fazer um novo cartaz. Estava determinado a fazer algo bonito e que chamasse, de verdade, a atenção das pessoas. O arquivo precisava estar pronto no outro dia para que a gráfica imprimisse os cartazes e o banner. Fiquei até de madrugada fazendo e, quando terminei, senti uma satisfação enorme. Mostrei-o para as pessoas disponíveis que pudessem criticá-lo e todas só diziam uma palavra: ótimo. E era tudo o que eu queria ouvir da minha coordenadora.

Cartaz da Semana de Comunicação da UFRRJ

Enviei um e-mail para a professora Simone com o cartaz e aguardei a resposta dela. Será que ela iria aprovar desta vez?

Na manhã do outro dia, a resposta estava lá, grande, em CAPS LOCK tamanho 72:

Resposta em e-mail da coordenadora sobre o cartaz

Em uma nova situação, repito o que disse no meio do conto: "ainda quer saber como eu me senti?".

—

"Baixo-estima, quem é que não conseguiria mesmo?". "É, não consegui desta vez... mas ainda haverá outras oportunidades...". "Pode até ser, mas terei o prazer de mostrar a você que sou capaz, basta acreditar em mim mesmo e me esforçar para vencer mais um desafio!"

_________________________________________________________

Que este conto sirva para inspirá-lo e fazê-lo acreditar mais em si mesmo. Não dê ouvidos à palavras que só te desanimam e fazem você regredir. Todos temos capacidade, basta confiar!

Obrigado!

Gian Cornachini,
sonhador.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

UFRRJ inicia a prática de fotojornalismo

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) não é mais cenário de fotografias artísticas. Com a disciplina de fotojornalismo do curso de Comunicação Social, os estudantes estão aprimorando seu olhar fotográfico e registrando cenas que ainda não eram exploradas na universidade. Esta prática está gerando um banco de imagens da Rural, que serve, desde já, como uma maneira de guardar a memória da instituição e denunciar os problemas do cotidiano dos estudantes.

Fotojornalismo está sendo praticado pela primeira vez na UFRRJ. O curso de Comunicação Social – Jornalismo foi criado há dois anos e há, por enquanto, duas turmas cursando – os ingressantes em 2010 e de 2011. A disciplina é obrigatória da grade curricular de Jornalismo e aplicada a partir do quarto período. Altayr Derrosi é o professor de fotojornalismo na Rural e têm experiência na área de Comunicação e ênfase em fotografia ambiental e sustentabilidade.

Estudantes praticam suas primeiras fotografias na nova disciplina

Carolina Roberta, aluna do quarto período, acredita que fotojornalismo é uma disciplina importante para o curso de Jornalismo. “Mesmo sem ter o dom ou gostar de fotografar, o jornalista é jornalista 24 horas por dia. Se ele vê algo interessante e não está cobrindo, ou se sai para cobrir algo às pressas e sozinho, é importante que tenha uma câmera e que saiba usá-la para registrar a cena”, explica Carolina. “Além disso, a fotografia é muito importante em qualquer matéria jornalística hoje porque é um atrativo para o texto”.

Outro ponto que a estudante destacou é que a prática de fotojornalismo na Rural poderá contribuir com o movimento estudantil e a reivindicação de seus direitos. “Os alunos querem ter visibilidade de verdade e as fotos denunciam os problemas que passam na universidade. Com um jornal independente, preenchido de boas fotos, os problemas seriam incontestáveis e todos os alunos poderiam usá-lo como documento para exigir seus direitos.” Juliana Portella, aluna do segundo período, ainda não teve a disciplina, mas também acredita na função social que fotojornalismo trará para a UFRRJ. “A Rural será cenário de cliques que vão além das poses e do registro estático. A foto jornalística revela a ‘verdade’. Ela não é forjada, e é nesse sentido que o curso contribui para a universidade”, observa ela.

A estudante enfatiza suas expectativas para cursar a disciplina no ano que vem. “Estou muito ansiosa para aprender os truques do fotojornalismo. Essas fotografias tem um tempero a mais, são mais do que uma fotografia comum e eu gosto bastante”, revela Juliana entusiasmada.

sábado, 24 de setembro de 2011

Passeio rural pode ser ótima opção de lazer

 Localizado em Indaiatuba, interior de São Paulo, Sítio São José atrai adeptos do Agroturismo


Recentemente, estive em minha cidade natal (Indaiatuba, São Paulo) para visitar minha família. Eu e minha mãe aproveitamos o entusiasmo de meu tio, que faz pouco tempo que tirou sua Carteira de Habilitação, para passear pela cidade. Fiquei admirado por achar que conhecia tão bem Indaiatuba, mas não; a parte rural da cidade é um pedaço [quase] novo para mim. Só visitava quando havia festas de casamentos em chácaras pelas redondezas.

O destino para qual fomos levados foi o Sítio São José, localizado na Estrada do Fogueteiro. Veja o mapa do local clicando aqui.
Filhotes de porcos encantam as crianças da cidade

A quantidade de pessoas presentes no sítio fez eu acreditar que o lazer da cidade não se resume apenas à cinemas, shopping centers, baladas, barzinhos ou caminhada no Parque Ecológico.

Agroturismo é o negócio que está dando bons frutos financeiros à família Abacherly, que transformou sua propriedade  ̶  com 23 hectares  ̶  em uma fazenda-mercado. Os visitantes podem colher suas próprias frutas sem agrotóxicos e consumir bolos, carne assada e milho verde na praça de alimentação do sítio.

Entre as atrações disponíveis, está a diversidade de animais. São coelhos, porcos, vacas, cavalos, cabras e jegues que atraem os visitantes que, na maioria, tem pouco contato com estes bichos. A criançada faz fila para ver os bebês porquinhos, coelhinhos e cabritos e, entre os admiradores de flores, a estufa de plantas está aberta para arrancar o "que lindas" dos agraciados por elas.

Visitantes podem colher morangos sem agrotóxicos
Ao lado da estufa, está a plantação vertical de morango, uma das maiores atrações do sítio. Uma criança que estava ao meu lado pediu que a mãe comprasse morangos. O rapaz responsável pela plantação disse que ainda não estavam maduros, mas a mãe do garoto disse que não havia problema, pois o que garoto queria era só colher os moranguinhos no "pé". Esta prática é a que deu fama ao sítio e que alimenta o prazer dos curiosos com a vida rural. Para completar o passeio à um sítio, não basta ver as criações de animais e plantações de frutas. Quem nunca andou de cavalo ou jegue, pode riscar a opção da lista de coisas para fazer. Os passeios estão garantidos na visita ao sítio.

Abaixo, você poderá conferir as filmagens que fiz do Sítio São José. Quem mora em Indaiatuba, é uma ótima oportunidade de passeio, já quem não é, se visitar a cidade algum dia, não perca a oportunidade de conhecer o local. Vale lembrar que a entrada é gratuita.



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cobras, lagartos e carapanãs*

* Texto extraído do blog "Karapanã" (http://bit.ly/jniOTd), por autoria de Alessandra Carvalho**. Data da publicação: 1º de maio de 2011.

Há pouco mais de um ano, antes de eu decidir deixar a UFRB e vir trabalhar na UFRRJ, meu pai me mandou esta: “Tens certeza de que queres trocar uma universidade nova por outra madura e cheia de ‘cobras criadas’?” Respondi que o curso em que ia trabalhar era novo, apesar da universidade antiga.

Então, há duas semanas, a fala do meu pai se confirmou em certa proporção. Uma real cobra criada apareceu à luz do dia no ICHS, local onde trabalho na UFRRJ, em Seropédica. Quem a encontrou foi o @giancornachini, estudante de jornalismo, que postou esta foto no twitpic.

Moradora não identificada da UFRuralRJ


(Claro que se trata apenas de uma amostra das que vivem escondidas no recantos do terreno da Rural.)

Pensei em procurar saber nome e sobrenome da serpente. Será que existe alguma pesquisa sobre os animais que vivem na universidade? O campus de Seropédica tem mais de 3 mil hectares, mais “mato” que prédios e deve haver muito bicho nesse ambiente. Dei a sugestão de pauta ao Gian.

No twitter, pedi ajuda ao colega @rmtakata, biólogo, que vive em BH-MG. Mas ele também não sabia a identidade da figura e me sugeriu que consultasse o pessoal do blog do Nurof – Núcleo Regional de Ofiologia da UF do Ceará. Deixei um recado no blog com link para a foto. Horas depois, Luan Pinheiro registrou a resposta: “Cara Alessandra, infelizmente por essa imagem que nos mostrou fica impossível identificar a serpente, no entanto posso lhe assegurar de que não se trata de um animal peçonhento.”

Beleza! É o tipo de informação que – mesmo incompleta – é suficiente para aliviar o medo oculto em curiosidade.

Por isso resolvi postar a breve experiência: as ágeis conexões entre pessoas de vários lugares, com endereço – e uso efetivo – na web, em torno de um tema me reafirmaram aquela velha ideia de que é bom conhecer fontes certas quando se quer resolver determinados problemas. #tôligada.

** Alessandra Carvalho é professora do curso de Comunicação Social - Jornalismo, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ. Perfil no twitter: @alesscar


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

É brincando que se aprende

“O Jornalista de hoje tem que saber escrever, elaborar pautas, assessorar, usar as novas ferramentas da internet, diagramar…” - É isso que a coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) tem sugerido aos alunos. Foi-se a época em que o jornalista saía na rua, entrevistava as pessoas, voltava para a redação, escrevia sua matéria e tomava um gole de café. O café continua, mas a prática é ainda maior. Quem não se diferencia, não se enquadra (criei a expressão agora, péssima - risos).

Confesso que tenho tentado me diferenciar - e revelo que isso não é um exercício do Ensino Fundamental. Às vezes, dou uma cutucada no Corel Draw, umas “futucadas” no Photoshop e arrisco até dar uma brincada no Sony Vegas. Não fiz curso de nada (não falta vontade), mas, depois de muitas arriscadas, o trabalho resulta em um arquivo digno de “amador avançado”, se é que existe esta expressão.

O primeiro trabalho no Corel Draw que fiz foi um cartaz do twitter do (ex) Decanato de Ensino e Graduação (atual Pró-reitoria de Graduação). O microblogging era novo e precisava ser divulgado. O único probelema é que acabamos divulgando o @DegUFRRJ de outras formas e o cartaz não saiu do computador. Portanto, apresento, aqui, a minha obra prima - não no sentido de apreciativa, mas no sentindo de primeira mesmo:


No dia 2 de agosto, voltei à brincar no Corel Draw para tentar fazer um cartaz para a “Festa Calourosa”, um evento para os calouros que ocorrerá no dia 11 de agosto. Não posso deixar de destacar que tive a ajuda, digo, petelecos e alfinetadas da minha querida amiga jornalista Monique Lima, que é muito crítica nestas questões visuais. Entre os problemas, estava o fundo xadrez piquenique que não combinava com a logo da banda, outrora o cartaz estava pronto mas algo incomodava, mudava e ainda assim não estava bom. Entre tapas e beijos, acatei algumas ideias da Monique, saí mostrando o cartaz pelo setor onde trabalho e perguntando o que tinha que melhorar. Ora acatei, ora não gostei, ora fiz cara de cachorro que protege a tigela de ração, por fim juntei tudo, misturei e quase chorei com o resultado final. Modéstia parte, achei que ficou ótimo:

Conhece a universidade mais linda do Brasil?

O campus sede da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) está localizado na cidade de Seropédica, Baixada Fluminense. É um lugar que nem os cariocas conhecem direito, muito menos meus amigos paulistas. Quando me perguntam onde moro, e respondo Seropédica, de imediato retrucam “o quê? Seropédia? Nunca ouvi falar”. Além de nunca terem ouvido falar, também não conseguem nem entender o nome da pacata cidade da Baixada.
Mas o que tem de mais importante em Seropédica é a UFRRJ, a universidade mais linda do Brasil. Lá já foi filmada a novela “Coração de Estudante” (Rede Globo, 2002) e até um clipe do Balão Mágico. Veja: 
 
                

No ano passado (2010), a UFRRJ comemorou seu aniversário centenário de educação superior. Os primeiros cursos ministrados pela Universidade foram Agronomia e Medicina Veterinária e, atualmente, ela conta com mais de 50 cursos presenciais e à distância.
Agora, por que a Rural é a universidade mais bonita do Brasil? A resposta se encontra na arquitetura dos prédios, no clima de fazenda, nos lagos, no jardim, no ambiente que remete à uma viagem ao tempo colonial. Quem estuda lá se orgulha em dizer: eu faço parte da universidade mais linda do Brasil!

Você pode encontrar mais fotos da UFRRJ em meu flickr. Acesse http://www.flickr.com/photos/giancornachini/sets/72157626785350907/ e constate você mesmo o que eu disse aqui neste post.

   A arquitetura colonial da UFRRJ é palco cenográfico
Jardim do Prédio Principal da UFRRJ, campus Seropédica



Scribd: estante virtual e gratuita

Para quem ainda não conhece o Scribd, ele é um ótimo site que oferece um serviço de armazenamento de documentos (em PDF, PPT, RTF, XLS, ODF, ODG, além de arquivos do Word ), o que permite você formar sua própria estante virtual. No entanto, para poder baixar qualquer arquivo, você precisa estar cadastrado no site (que é gratuito) e já ter publicado algum documento. Quanto mais publicações você tiver, mais permissões para baixar documentos de outras pessoas serão disponibilizadas em sua conta.

Minha estante virtual no Scribd

Depois de explicado como funciona, vim fazer “propaganda” da minha estante no Scribd. Tenho usado a plataforma para postar meus trabalhos acadêmicos e documentos relacionados à minha graduação (Comunicação Social - Jornalismo). Dou destaque a um trabalho sobre “E-Love”, ou namoro pela internet, se preferirem assim. (Veja em http://pt.scribd.com/doc/54965887/Cibercultura-E-Love)


O link abaixo o direcionará para minha estante no Scribd. Boa leitura!